
Com o seu enorme talento, o cantor foi simplesmente devastador no espectáculo 105 minutos. Não evitando estender-se até ao pop, Bublé entregou-se ao jazz, ao soft rock, aos blues duma maneira avassaladora. Em alguns momentos mais cativantes do concerto - "Always On My Mind" de Willie Nelson, ou "Feeling Good" de Nina Simone - revelou-se um cantor excepcional, em vez de um simples vocalista.
O seu charme e a sua voz suave apaixonou o público (que subiu ao palco para posar ao lado de Bublé), mais concretamente nas actuações de "I've Got The World On A String" de Frank Sinatra ou "Fever" de Peggy Lee. Apoiado por uma banda explosiva, Michael Bublé oscilava no humor optimista e solene que transpunha nas suas músicas.
Esta crítica não estaria completa sem mencionar a excelente abertura do concerto feita pelos "Naturally 7". O grupo de Nova Iorque, realizou uma actuação surpreendente, com sons de guitarra e bateria e ainda cantou uma versão de "In The Air Tonight" de Phil Collins como nunca se tinha ouvido antes. Um grupo excepcional num concerto soberbo.
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